Arthur Grangeia
Arthur Grangeia é poeta visual. Arquiteto formado pela Belas Artes, transforma palavras em imagem e livros em paisagens sensíveis. Sua arte nasce do encontro entre literatura, pintura e azulejaria — como quem lê com os olhos e escreve com as mãos. Cada obra é uma página aberta, onde poesia e cor se entrelaçam para contar histórias que o tempo não apaga.
Utopia Brasileira
Utopia Brasileira é pintura que nasce da palavra.
Paisagens sonhadas em páginas se tornam imagem.
Ao pintar sobre livros, Arthur Grangeia semeia leitura, cultiva memória e celebra o Brasil que já somos — e o que ainda podemos ser.
“A utopia brasileira é singela: comida, casa, escola e remédio.
O orgulho como povo.
O espírito nacional, a criatividade e a alegria — isso já foi feito.”
— Darcy Ribeiro
Pinto como quem lê devagar. Cada página me dá um chão, um céu, um silêncio de árvore. Aquarela escorre como rio, giz óleo risca feito raiz — a cor brota do tempo entre uma frase e outra. Não ilustro o livro. Interpreto sua paisagem secreta. Leio com os olhos das mãos, escrevo com pigmento e vazio. O sertão, a mata, o rio e o mangue não são só cenário — são corpo de Brasil, são o poema que permanece depois que o livro se fecha. E assim sigo: pintando o que li, lendo o que vejo, desenhando a utopia na dobra entre palavra e mundo
Azulejaria por Arthur Grangeia
“Escritos sobre Terra Queimada”
Escritos sobre Terra Queimada são páginas que resistem ao fogo. Fragmentos de palavra e imagem que se fixam na cerâmica como memória. Arthur Grangeia pinta azulejos como quem escreve o que não se apaga. Às vezes o texto vem antes — como semente. Às vezes nasce depois — como flor. Mas sempre há um encontro: entre cor e sentido, entre o calor da queima e o silêncio onde o verso mora. Cada painel é uma leitura feita à mão. Cada frase, uma cicatriz luminosa na pele branca da terra.
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